MENSAGEM
A família: A primeira escola da criança
08-01-2025
A família precisa estar constantemente buscando algo melhor entorno da sociedade, para que despertem no indivíduo os valores necessários para crescer junto aos demais. O que dificulta o desenvolvimento da criança é o fato de estar acostumada com os pais e querer atrair a atenção para si e suas vontades serem sempre realizadas. Isso implicará a partir que os pais não educam as crianças de forma a conviver socialmente, dando-lhes um mundo mais aberto que aprenda compartilhar suas vontades e necessidades com outras pessoas.
Toda família deveria ser uma escola onde se aprende a grande arte de amar, de respeitar, onde se brinca, se joga, se chora, se reza e se pratica os relacionamentos pessoais e sociais. Toda escola deveria ser uma família, onde os laços de amor se ampliam, cresce o respeito pelo diferente, adquire-se cultura e sabedoria para viver os princípios da cidadania e da solidariedade fraterna. João Paulo II, Hora da Família. (2004, p. 43).
Um dos pilares importante para engrenar na educação escolar, é antes de tudo a educação familiar. Saber repreender ou elogiar na hora certa são princípios essenciais para uma postura correta com poder de autoridade adquirida através do diálogo.
A escola apresenta como o único lugar em que é possível a convivência com um grupo de crianças de certa idade. É, portanto, o lugar oportuno para desenvolver os hábitos de socialização que a vida em comunidade requer.
De acordo com Sarramona (2002), a educação dos primeiros anos consiste precisamente na promoção de todos esses aspectos sociais e de autonomia pessoal que logo servirão de base para a educação intelectual mais restrita.
Para Içami Tiba (2002) a educação escolar é diferente da familiar. Não há como uma substituir a outra, pois ambas são complementares. Não se pode delegar a escola parte da educação familiar, pois é única e exclusiva, voltada a formação do caráter e os padrões de comportamento familiares. A escola nunca deve observar a educação familiar, pois seu objetivo e preparar profissionalmente seus alunos, cuidando, portanto, da convivência grupal e social.
Com base nesses autores percebe-se a importância do meio social para a criança, mas ressalta TIBA que cada instituição tem sua maneira de educar, que a escolar não substitui a familiar e sim complementa. Portanto, cabe cada instituição desempenhar um trabalho pensando no crescimento físico, intelectual e profissional.
A família é uma das instituições responsáveis pelo processo de socialização das crianças, pois tem em suas mãos o papel de instruir e educar através de valores, ainda que seja um conhecimento dito comum, mas ainda é considerada a base na formação do ser humano. Como primeiro grupo social no qual a criança interage, a família traz consigo um grande valor perante a sociedade, pois é nela que os laços afetivos são construídos, os primeiros laços de convivência humana em que a criança encontra-se aprendendo a viver com normas impostas pela a família dentro de suas limitações no meio à vivencia com indivíduo nas estruturas sociais.
Sobre o assunto Oliveira (2003, p. 66) diz: “A família é a primeira agência de controle social da qual a criança participa, ocorrendo uma socialização baseada em contatos primários, mas afetivo, diretos e emocionais”. Os valores adquiridos na família são insubstituíveis, tornando-a assim, responsável legal da criança no processo de educar e transmitir valores éticos e moral.
A família sempre foi e continua sendo muito desejada por todos, pois ela representa a segurança, o equilíbrio emocional do ser humano, embora já tenha sofrido muitas modificações a família dita como tradicional, aos poucos foi sendo esquecida, e sua composição impostos pela sociedade também, porque sua estrutura hoje vai além dos laços sanguíneos.
Não é preciso uma criança necessariamente ser de laços sanguíneos para poder ser amada pela sua família, acima de tudo os pais devem estar atentos como conversas deixando impor suas opiniões e vontade dentro de certa limitação instigando a aprender a conviver com suas diferenças respeitando etnias, cores e raças dentro do espaço na sociedade.
Em vários países estão perdendo as referências educativas e encontram-se à mercê dos caprichos de seus filhos, que, já crescidos não se mostram tão preparados para a vida como seus pais sempre sonharam, e pelos quais fizeram grandes investimentos. (Tiba, 2002, p. 116).
Antes de falar algo inadequado para a criança julgar-se o que pode ser falado, que o diálogo seja propício dentro do seu entendimento usando palavras adequadas ao relacionar-se a criança na medida da sua faixa etária de idade. Visualizar como a criança depende do adulto para alimentar-se, quando o indivíduo percebe que a criança já consegue colocar os alimentos na boca deixar a vontade que ela aprenda de acordo com seus limites. Se os pais intervirem a criança torna-se independente ao alimentar-se Içami Tiba (2002, p. 285), recorrendo a Charim (2009, p. 25; 26). “Não importa de quantos, nem de quais elementos uma família se compõe. O importante é a qualidade dos laços afetivos que mantêm a dinâmica familiar”.
Conforme o autor, manter bons laços familiares irá estruturar o bom desenvolvimento social da criança. Na prática em que há um equilíbrio e um ambiente bem comunicativo e afetuoso, essa prática ressalta pais democráticos, onde os filhos crescerão com uma boa autoestima contribuindo para a formação de seres que alcançarão auto relação responsável.
Ter-se a família como conjunto por inteiro não tem como a criança sentir nem um vazio de algo que possa sentir falta principalmente quando os pais são presentes nas suas atividades escolares, com isso o interesse na aprendizagem é cada vez maior em querer ser a melhor porque seus pais mostram interesse por suas produções dentro da instituição.
Quando falamos de família lembramos da segurança que ela nos oferece, pois ela deve ser constituída com a finalidade de proporcionar sustentabilidade e proteção, embora as primeiras frustrações na vida de uma criança aconteça na maioria das vezes em casa com a violência doméstica, a criança ainda é um pequeno que passará por etapas e havendo essas frustrações a vida futura dessa criança será marcada por sequelas graves. Por que os pais passam a confiar por inteiro na secretária do lar impondo responsabilidade que as mesmas são da própria família.
Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instituído pela lei Nº 8.069/90, e, seu artigo 19: “toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio de sua família e excepcionalmente em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária em ambiente livre de entorpecentes”. Toda criança tem direito a uma família seja ela substituta ou não, e privá-la desse direito é encarcerá-la a uma vida de frustrações e perdas irreparáveis, declara supracitada que não importa ao certo que compõem esta família, podendo esta ser substituta, ou seja, ter vínculos sanguíneos não é importante, pois o objetivo maior é o bom desenvolvimento da criança.
Defende a inserção da escola na vida familiar do aluno. A família por outro lado, deve proporcionar atenção e carinho à criança e deve assegurar um ambiente agradável para que a criança consiga de maneira satisfatória resolver seus objetivos. Tiba (1996, p. 140).
A família deve está apta a dá carinho, atenção e dialogar, numa situação que reflita futuramente no seu aprendizado, junto com os outros numa determinada sociedade de convivências, deixar a criança expor seu conhecimento durante o processo de aprendizagem.
Proporcionar uma vida de lazer, sempre deixando conviver com outras pessoas, com isso o desempenho torna-se mais rápido e mais proveitoso. A criança aprende a desenvolver-se de maneira rápida e fácil, porque no encontro com outros indivíduos a criança sempre interage ganha mais conhecimento no seu cotidiano.
O ambiente é um dos pontos importantes no aprendizado da criança, porque caso não seja um ambiente arejado ela torna-se acomodada e com isso não adquire muito conhecimento transmitido durante o conteúdo repassado, com relação também ao convívio com outras pessoas se o ambiente é agradável ou não, que conversas estão sendo abordadas, se é eficaz no seu desenvolvimento de aprendizagem.
A criança distingue se realmente a família está dando a atenção necessária para o seu aprendizado. Quando à criança tem o apoio familiar, ao chegar à instituição escolar, já está sabendo como situar-se diante dos demais e o seu aprendizado é diferenciado dos outros educandos, que às vezes não tem muito a presença familiar nas suas tarefas escolares.
Por exercer grande influência na vida da criança torna-se ponto de referência, pois a criança desde pequena está sempre a observar o comportamento de seus pais ou responsáveis, buscando de alguma forma copiá-los, esse desejo é uma fonte de inspiração que a criança adota tornando-se reflexo da família, pois a mesma nada mais é que um espelho de vida, partindo desse princípio a criança aprende com as observações como diz Fernandez (2000, p. 131). “A observação é um importante método de aprendizagem, e os pais são os primeiros modelos das crianças”. Então segundo autor a família tem um papel decisivo no ato de educador, pois dela provém hábitos e comportamentos.
Assim como primeira educadora, é indispensável que ela seja um bom exemplo na formação da criança como futuro cidadão. Deve contribuir para a socialização dos filhos em relação aos valores socialmente constituídos, ou seja, deve formar os filhos para a vida em sociedade.
Para o mesmo autor, no decorrer do desenvolvimento físico e mental, a criança é moldada pela família de modo que forma sua personalidade adquirindo aspectos sejam eles positivos ou negativos, absorvendo características marcantes, a partir daí a criança vai se desenvolvendo aos poucos, encaixando-se futuramente em um grupo social que mais lhe atrai.
Ligada a criança por tempo indeterminado, a família exercer sobre ela uma grande influência, seja nas características físicas ou psicológicas, há experiência no cotidiano o que realmente a criança aprende o que estão assimilando com os grupos sociais no meio aos costumes, culturas na sua vida social. Ao longo do percurso ela desenvolve o seu pensamento cognitivo mais isso ocorre devido às influências que são presenciadas com outros indivíduos dentro do sistema de aprendizagem na sociedade.
A jornada de trabalho da família, isto é, dos pais ou responsáveis leva-os a colocarem seus filhos cada vez mais cedo na escola e em várias outras atividades extras, ocupando a criança a tantos afazeres que esquecem de proporcioná-la um ambiente adequado onde a família possa reunir para conversa, trocar ideias, brincar entre outros e o pouco acompanhamento da família irá levar esta criança a inspirar-se em outras pessoas que não faça parte do seu ambiente familiar. Nada pode substituir o afeto que os pais podem dedicar a seus filhos, tentar comprar ou esconder-se atrás de presente é camuflar uma culpa mal resolvida. Sobre o assunto Charim (2009, p. 23) diz: “Mesmo o homem moderno vivendo em meio a tanta tecnologia, ele é dotado de emoções”.
A falta de afeto torna a criança insegura, agressiva e até indisciplinada, como base para a formação da criança a família tende a ser um alicerce do qual tem em suas mãos o poder de moldar esses pequenos seres humanos que iniciam sua formação na sociedade, lhes deixar desprovido de afeto e deixá-los insensíveis de forma que o ser humano cresça, carente desse afeto, e a sua falta pode prejudicar muito o desenvolvimento emocional da criança. Percebe-se que toda criança é necessário carinho, com isso sente-se amada pela a família faz de tudo par ser a melhor dentro de suas apresentações porque presencia que os pais dão lhe atenção necessária nas suas produções tanto na estrutura familiar como na instituição escolar. Quando a criança não desfruta do carinho necessário suas produções não são mais aquelas que têm um acompanhamento adequado por seus familiares.